| PROGRAMAÇÃO |
| Sexta-feira |
| 16 horas - Marcos Daniel x Giovanni Lapentti Na sequência - Thomaz Bellucci x Nicolas Lapentti |
| Sábado |
| 14 horas - André Sá e Marcelo Melo x Nicolas Lapentti e Giovanni Lapentti |
| Domingo |
| 16 horas - Marcos Daniel x Nicolas Lapentti Na sequência - Thomaz Belucci x Giovanni Lapentti |
| HISTÓRICO DOS PAÍSES NA DAVIS |
| Brasil |
| Participações: 61 Histórico: 80 vitórias e 61 derrotas Recordista de jogos: Tomas Koch 188 jogos Recordista de vitórias: Tomas Koch 74 vitórias Melhores resultados: semifinal em 66, 71, 92 e 2000 |
| Equador |
| Participações: 44 Histórico: 50 vitórias e 44 derrotas Recordista de jogos: Andrés Guzman e Nicolas Lapentti 90 jogos Recordista de vitórias: Andrés Guzman e Nicolas Lapentti 58 vitórias Melhores resultados: quartas de final, em 1985 |
Divulgação
Marcos Daniel e Giovanni Lapentti abrem o duelo |
A bolinha vai quicar e a poeira do saibro levantar em Porto Alegre. A partir de sexta-feira até domingo, a quadra montada no Ginásio Gigantinho, construída com 100 toneladas de saibro e uma de pó de tijolo, abrigará o confronto entre Brasil e Equador, pela repescagem da Copa Davis. Ao vencedor o prêmio será a chance de retornar à elite do tênis mundial.
As honras da casa serão feitas pelo capitão brasileiro, Francisco Costa. Nascido na cidade, Chico terá muitos conhecidos nas arquibancadas. O apoio da torcida será constante e importante. Porém, escapar de um duelo duro é inevitável.
"A gente sabe que serão três dias de batalha, sexta, sábado e domingo. São cinco jogos e precisamos vencer três para passar adiante. Vai ser bem lutado. Será bem difícil. Será desgastante", avalia o treinador.
Os brasileiros estão cansados de baterem na rede. Essa é a quarta oportunidade seguida que possuem para ingressarem na elite da Copa do Mundo do tênis. Nos últimos anos, faltaram forças para derrotar Croácia, Áustria e Suécia. O país não disputa a primeira divisão da Davis desde 2003, quando após boicote dos principais nomes do esporte contra a administração da CBT, o Brasil foi ao fundo do poço na competição, chegando a disputar a terceira divisão.
O protesto rendeu resultados positivos. Administração da entidade que rege a modalidade no país modificou. O investimento aumentou e os resultados começam a surgir.
"Há um ou dois anos, todos falavam que o Brasil não tinha jogadores entre os 100 melhores do mundo, que não havia ninguém em nível de tênis competitivo, e hoje isso mudou. Nós temos dois jogadores entre os 70 melhores do mundo, nossa dupla já está há dois anos entre os melhores do mundo. Esta é a nossa chance, não temos obrigação, mas temos de dar o nosso melhor para levar o Brasil de volta ao Grupo Mundial", opinou André Sá, um dos convocados por Chico para o confronto.
O quarteto brasileiro vive bom momento. Entre os simplistas, Marcos Daniel ocupa o melhor ranking de sua carreira, sendo o 56º melhor do mundo. Caberá ao gaúcho de Passo Fundo abrir o confronto, às 16 horas, contra Giovanni Lapentti. Pouco atrás no ranking, está Thomaz Bellucci, número 63. O paulista fará a partida seguinte diante do veterano Nicolas Lapentti, de 33 anos.
"Eu conheço bem o Nicolas, já joguei duas vezes com ele, uma delas neste ano. Ele é um cara muito experiente, tem um bom slice, é rápido na quadra, sei mais ou menos como vai ser o jogo", analisou Bellucci sobre seu primeiro adversário.
No sábado, os irmão Lapentti se unem contra Marcelo Melo e André Sá, que estão entre os 40 melhores duplistas da atualidade. No domingo, os duelos de simples se invertem, com Daniel enfrentando Nicolas, e Bellucci duelando com Giovanni.
Se o ranking dos equatorianos não empolga - nenhum se encontra entre os top 100 -, a experiência preocupa. Nicolas Lapentti possui 90 partidas disputadas pela Copa Davis, tendo sido o sexto tenista do mundo no fim da década passada. Os brasileiros ainda engatinham no torneio. Além disso, a falta de rodagem em partidas de cinco sets é um fator de risco para Daniel e Bellucci.
O histórico do confronto entre os tenistas é outro motivo de preocupação para o Brasil. Os irmãos Lapentti estão em vantagem contra Daniel e Belucci. Nicolas tem 2 a 0 sobre Bellucci e 1 a 0 em relação a Daniel. Já Giovanni venceu duas vezes cada um dos brasileiros.
Apesar da vantagem nos duelos entre os jogadores, Nicolas prefere analisar o ranking. Desta maneira, coloca os holofotes sobre os brasileiros. "Eu acho que time brasileiro é favorito. Eles têm jogadores acima da gente no ranking, escolheram a quadra, que é saibro, indoor, porque gostam de jogar assim", explicou Nicolas, colocando toda a responsabilidade pela vitória em cima dos tenistas da casa. Porém, ele não deixou de listar os pontos positivos para o Equador. "Na Copa Davis, às vezes o ranking não importa muito, às vezes a experiência conta muito", complementou.
Precavido com a tentativa de ter uma maior responsabilidade sobre seus tenistas, Chico Costa rechaçou o favoritismo. "Vale só para quem está de fora da quadra. Acho que 50% para cada lado está de bom tamanho".
Independente de quem tenha maior responsabilidade de vencer ou seja o favorito, os gaúchos assistirão, no fim de semana que comemora a Revolução Farroupilha, uma guerra de raquetes, onde o vitorioso não quer se separar, visa somente voltar à elite do tênis mundial.
O confronto - Brasil e Equador estão acostumados a se enfrentar no tênis. Esse será o sétimo duelo entre os países pela Copa Davis. Até aqui, a vantagem é brasileira com quatro vitórias e duas derrotas.
A primeira vez que se encontraram também foi em Porto Alegre, em 1971. A equipe brasileira formada por Tomas Koch e Edson Mandarino não encontrou dificuldades para vencer por 4 a 1 o encontro. A última vez que se enfrentaram os brasileiros também levaram a melhor, mesmo atuando em Guayaquil, em 2006. O Equador colocou em quadra a mesma equipe deste ano. Já os brasileiros tinham Ricardo Mello, Flavio Sarreta, Marcos Daniel e André Sá, tendo Fernando Meligeni como o capitão. Os brasileiros venceram por 4 a 0, com o quinto jogo não sendo disputado.
